Olivais
Olival Tradicional
História da Oliveira e do Olival Tradicional
A oliveira (Olea europaea) é das espécies mais ilustres da Bacia Mediterrânica devido à sua importância económica e cultural e ecológica, no entanto, a origem da espécie é ainda muito discutida. Apesar de haver registo da exploração da variante selvagem da oliveira (conhecida por vários nomes: oliveira brava, zambujeiro, ou oleastro) durante o período Neolítico, no Próximo Oriente e na Espanha, é geralmente aceite que a domesticação da oliveira começou no Próximo Oriente há cerca de 6000 anos [1]. A expansão e domesticação desta cultura foi um processo longo, passando do seu local de origem para o resto da Bacia Mediterrânica devido à expansão das civilizações e do comércio entre elas [2].
Um dos principais povos dispersores da cultura da oliveira para o Mediterrâneo Ocidental terão sido os Fenícios, levando-a até ao Norte de África e ao Sul de Espanha. Foi também pela sua mão, com ajuda do povo grego, que a oliveira chegou a Portugal [2].
A sua cultura foi continuada pelos Romanos, Visigodos, e posteriormente pelos Árabes, cujas palavras “az zayt” – sumo de azeitona, deram origem à palavra portuguesa azeite [3].
Esta história milenar faz com que as oliveiras sejam consideradas uma espécie nativa em quase todos os países da Bacia Mediterrânica [2].
O que é um Olival Tradicional
Olival Tradicional é o nome dado à variante de cultura da oliveira mais antiga em Portugal, caracterizada pela baixa densidade de árvores (até cerca de 100 por hectare), permitindo o seu aproveitamento para outras atividades agrícolas como a pastorícia ou culturas secundárias [4]. São geralmente culturas de sequeiro, que recorrem a um uso muito baixo de químicos, sendo o controlo das ervas feito, por exemplo, pelos animais que lá pastam [5]. Estes olivais encontram-se muitas vezes plantados em zonas marginais, onde o solo era menos fértil e menos adequado a outras culturas [4].
As variedades de azeitona mais utilizadas na região do Alentejo, que ainda hoje podem ser encontradas, são a “Galega Vulgar”, a “Galega Grada de Serpa”, a “Verdeal”, a “Cordovil”, a “Carrasquenha” [4] e a “Cobrançosa”.
É um tipo de cultura que apresenta uma grande produção por árvore (já que as árvores são maiores que as dos outros olivais com tipos de produção mais intensivas [5]), mas pouca produção por hectare [6]. A colheita é realizada geralmente entre outubro e dezembro, com recurso a varas manuais ou mecânicas e vibradores [7]. Esta baixa mecanização acaba por levar a altos custos de produção, nomeadamente para a contratação de mão-de-obra [6].
Características da Oliveira
Em Portugal Continental existem duas variantes de oliveira, o zambujeiro ou oliveira-brava (Olea europaea var. sylvestris) e a oliveira (Olea europaea var. europaea), que foi domesticada a partir da variedade silvestre.
O zambujeiro cresce de forma espontânea e pode ter aspeto de árvore ou arbusto. As suas folhas são mais pequenas e mais acinzentadas que as da oliveira, e o seu fruto também é mais pequeno. É menos comum no norte do país e pode ser encontrado em zonas secas e de solos rochosos.
A oliveira é uma árvore de crescimento lento, podendo atingir até cerca de 15 metros de altura e chegar a viver milhares de anos. O seu tronco, que fica mais espesso com o tempo, vai ganhando fendas e nódulos. As suas folhas são perenes e têm uma consistência que faz lembrar o couro.
É uma espécie que apresenta características que a ajudam a reduzir a perda de água e assim sobreviver em climas mais secos.
- A forma das folhas permite à oliveira perder a menor quantidade de água possível pela transpiração;
- As raízes são extensas e crescem paralelamente ao solo para poder absorver a maior quantidade de água das chuvas leves e intermitentes típicas do clima mediterrânico;
- Quando em condições de seca, as oliveiras param o crescimento, mas não o processo de fotossíntese, continuando a acumular reservas e a desenvolver as suas raízes [2].

Figura 1- Distribuição da Oliveira (esquerda) e do zambujeiro (direita) em Portugal. O verde-escuro representa as zonas onde o zambujeiro é mais frequente. Fonte: Mapas adaptados do “Guia da Flora de Portugal Continental, Tomo I, Parte I”, de André Carapeto, Paulo Pereira e Miguel Porto, Ed. (2020)[8]
Distribuição do Olival Tradicional em Portugal
Os olivais são caracterizados em relação à sua densidade de plantação (árvores/ha), sendo geralmente aceite que os olivais tradicionais têm entre 45 a 100 árvores/ha. Segundo o Recenseamento Agrícola de 2019 (RA, 2021), o Olival Tradicional ocupa em Portugal uma área de 138.000 ha, sendo a área total de Olival (Tradicional, intensivo e em sebe) cerca de 377.000 ha [9].

Figura 2- Olival para azeite: Densidade 45 – 60 árvores/ha [RA, 2021] – EDM – Entre-Douro-e-Minho; TM- Trás-os-Montes; BL – Beira Litoral; BI – Beira Interior; RO – Ribatejo; ALE – Alentejo; ALG – Algarve [9].

Figura 3- Olival para azeite: Densidade 61 – 100 árvores/ha [RA, 2021] – EDM – Entre-Douro-e-Minho; TM- Trás-os-Montes; BL – Beira Litoral; BI – Beira Interior; RO – Ribatejo; ALE – Alentejo; ALG – Algarve [9].

Figura 4 - Evolução de dados estruturais de todos os tipos de olival em Portugal [RA, 2021] – EDM – Entre-Douro-e-Minho; TM- Trás-os-Montes; BL – Beira Litoral; BI – Beira Interior; RO – Ribatejo; ALE – Alentejo; ALG – Algarve [9].
Biodiversidade no Olival Tradicional
Face à reduzida aplicação de químicos e às suas características de plantação (grande extensão com oliveiras bastante espaçadas umas das outras) os olivais tradicionais são imprescindíveis para salvaguardar a biodiversidade da área em que estão inseridos [10], uma vez que as densas copas das oliveiras fornecem abrigo e proteção a aves que fazem destas árvores o seu habitat natural (ex: corujas, poupas, codornizes e perdizes)[11]. Para além disso, este tipo de olivais são, também, ecossistemas ricos em plantas silvestres, especialmente plantas com ciclos de vida curtos ajustadas à sazonalidade das chuvas [12].
A intensificação da agricultura é uma das maiores ameaças para a biodiversidade. Num estudo realizado com o intuito de comparar a abundância de aves em diferentes tipos de olival, registou-se que a maioria das espécies respondia melhor a locais com menor nível de intensificação [13].
Na Serra de Ficalho (local de grande importância ecológica, situado na margem esquerda do Guadiana) é possível encontrar cerca de 500 espécies de plantas superiores, foi realizado um estudo em que se verificou que o tipo de olival que apresenta melhores resultados de conservação da biodiversidade é o tradicional de sequeiro, com controlo mecânico da vegetação [14].
Estudos em 40 locais diferentes de olival tradicional registaram-se 180 espécies de aves, 60 espécies de formigas e 200 espécies de abelhas selvagens a viver nestes locais [11].
Sabe-se também que estes ecossistemas semi-naturais são vitais para as aves da Europa Central e do Norte, que usam os olivais para se alimentar e fazer ninho [5].
Para que servem?
Em Portugal quase 99% dos olivais estão destinados à produção de azeite [9] e, apesar de ser o principal produto que se retira destes ecossistemas, está longe de ser o único. Para além do azeite e da azeitona, os olivais providenciam-nos variados serviços de ecossistema, como:
- Serviços de regulação – manutenção de habitats, controlo de pragas e doenças, sequestro de carbono;
- Serviços de suporte – formação de solo e manutenção do ciclo da matéria;
- Serviços recreativos – turismo, recreação e cultura [9,15];
Tudo isto faz com que os Olivais Tradicionais tenham um papel crucial na conservação da biodiversidade.
É de realçar, também, a sua importância a nível cultural. Numa cultura em que o olival e a azeitona são parte integrante de Portugal, os extensos Olivais Tradicionais com as suas oliveiras centenárias são marcos paisagísticos nos quais se vê uma grande aposta turística [9].
Ameaças
As alterações climáticas são uma ameaça para os olivais. Há estudos que mostram que a temperatura tem vindo a aumentar nos últimos 40 anos, sendo a temperatura anual atualmente 1,5º mais alta do que no período pré-industrial. Na Bacia do Mediterrâneo é esperado um aumento da temperatura até 5º no final do século XXI e alterações nos padrões de chuva [16]. Nos últimos anos a produção de azeite tem vindo a sofrer devido à seca, com as oliveiras a terem dificuldade em produzir fruto [17].
Estas condições meteorológicas extremas enfraquecem as oliveiras, deixando-as mais suscetíveis a pragas [17]. As alterações no padrão de crescimento das oliveiras estimulam a reemergência de pragas secundarias e patógenos invasores [16].
Uma destas ameaças é a bactéria Xyella fastidiosa, que ataca o sistema vascular das plantas, impedindo a passagem de água e nutrientes. Originária das Américas, foi detetada na Europa em 2013, na região de Apulia, na Itália e desde aí tem-se propagado pelo sul da Europa. O clima Mediterrânico, quente e húmido, é ideal para a reprodução da bactéria e dos insetos vetores. Olivais inteiros têm sido postos em quarentena e milhares de árvores têm sido destruídas na tentativa de conter esta doença, causando um enorme impacto nos ecossistemas [18].
No que toca especificamente aos Olivais Tradicionais, um dos grandes riscos que correm é a destruição para instalação de culturas de regadio [19], uma vez que os as culturas tradicionais não conseguem competir com os olivais intensivos e superintensivos na produção de azeite a baixo custo [10]. A destruição destes sistemas tem consequências gravíssimas a nível da biodiversidade local, ao destruir habitats de muitos animais silvestres [19].
Olivais Intensivos (em vaso) e Superintensivos (em Sebe)
Para tornar o olival economicamente viável, foi preciso adotar medidas que elevassem a produção e cortassem custos — sobretudo os de mão-de-obra — levando à mecanização das operações.
A construção da barragem do Alqueva e a implementação do perímetro de rega no Alentejo permitiram intensificar a exploração, criando uma excelente oportunidade de investimento e revitalização do setor oleícola.
Nesse contexto, surgiram sistemas intensivos desenhados para aproveitar ao máximo a área disponível, maximizar a produtividade e reduzir despesas, com destaque para os olivais em vaso ou intensivos e em sebe ou superintensivos [20, 21].
O que são olivais intensivos ou em vaso?
Os olivais com sistema de produção intensiva caracterizam-se por extensas plantações, nas quais as oliveiras têm a copa em vaso, com 200 a 600/800 árvores por hectare podendo a produtividade atingir as 7 a 9 toneladas por hectare [21, 22].
Neste tipo de sistema, procura-se maximizar a produtividade sendo muito importante otimizar a exposição dos ramos à luz e a disponibilidade de água ao longo do ciclo [21].
O clima mediterrânico, caracterizado por verões longos, quentes e com escassa precipitação, obriga à utilização de rega em volumes consideráveis para garantir o sucesso das culturas agrícolas (Ramos & Santos, 2010). Deste modo, a rega é um dos fatores chave na intensificação dos olivais nas zonas mediterrânicas e um fator preponderante para o aumento da produtividade, sendo imprescindível a utilização de um sistema de rega localizada do tipo gota-a-gota, conjugado com outros fatores como a fertilização e o controlo de pragas e doenças [23].
Estes olivais são plantados com variedades de oliveiras que dão azeitona mais precocemente e que são mais produtivas (em comparação olivais tradicionais), atingindo a produção máxima aos 8 – 10 anos e com rendimento a partir dos 4 – 6 anos. Para além disso, as oliveiras têm um porte mais pequeno para facilitar a mecanização dos trabalhos, em especial a colheita [24, 25].

Figura 5 - Plantação regular do olival intensivo [26].
O que são olivais superintensivos ou em sebe?
Os olivais com sistemas de produção superintensivos ou em sebe têm densidades de plantação entre 1500 – 2000 árvores por hectare. Este tipo de plantações revolucionou a cultura do olival, pois permitiu obter em 10 anos de cultura a mesma produção acumulada de um olival tradicional de sequeiro em 70 anos [21].
Nestes olivais, as árvores são plantadas em sebe, de modo a permitir a colheita com máquinas cavalgantes, semelhantes às utilizadas na vindima [25]. Com a colheita mecanizada significativamente mais ágil, é possível abarcar entre 10 e 25 hectares de olival por dia, assegurando a recolha das azeitonas no ponto ótimo de maturação e obtendo azeites virgem extra de qualidade excecional [27].

Figura 6 - Plantação regular do olival superintensivo [26].

Figura 7 - Cultivo superintesivo do olival com espaçamento variante: 3-4 m entrelinhas x 1-2 m entre árvores [26].
Neste tipo de olival, as oliveiras começam a dar azeitonas muito cedo, logo ao terceiro ano devido a duas características: as variedades usadas crescem pouco tempo até começarem a produzir e são plantadas muito próximas umas das outras, com raízes que quase se tocam. Tal como o olival intensivo, este sistema também depende de sistema de rega [21].

Figura 8 - Colheita do olival com máquinas adaptadas de vindimar cavalgantes [26].
Selecionar as variedades adequadas neste sistema de produção é fundamental, já que têm de ser combinadas várias características para tornar a colheita mecanizada possível: elevada produtividade, maturação precoce, ramos altamente flexíveis, copa de densidade intermédia e porte aberto. Entre as opções mais indicadas estão “Arbequina”, “Arbosana”, “Oliana”, “Sikitita”, “Koroneiki” e “Leciana” [28].

Resumo das principais diferenças entre os 3 tipos de olival (Tradicional, intensivo e superintensivo)

Figura 10 - Comparativo entre sistemas de plantação tradicional, intensivo e sebe (superintensivo): estrutura da copa, superfície foliar efetiva e volume em copa [26].
Onde podemos encontrar olivais intensivos/superintensivos?
Em todo o mundo, os olivais ocupam cerca de 11,5 milhões de hectares, sendo que 98 % dessa área se encontra na bacia do Mediterrâneo e aproximadamente 48 % em países europeus [29].
Aqui em Portugal, ambos os olivais intensivos e superintensivos concentram-se sobretudo no Alentejo, nomeadamente nas sub-regiões irrigadas pelo Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva. As áreas de maior expressão abrangem os concelhos de Ferreira do Alentejo, Beja, Serpa, Moura, Avis, Vidigueira e Aljustrel [22].

Figura 11 - Distribuição do olival em vaso (intensivo) e em sebe (superintensivo) em Alqueva (2019) [22].
Expansão agrícola
Nas últimas três décadas, a produção modernizou-se e intensificou-se rapidamente: plantações mais densas com árvores jovens, mais rega, mais mecanização e maior recurso a agroquímicos. Esta mudança que redesenhou a paisagem agrícola mediterrânica e gerou impactos importantes no ambiente e na economia local, foi impulsionada pelo aumento do consumo de azeite no mundo (devido à valorização mundial da dieta mediterrânica [30]) e pelos apoios da União Europeia - Política Agrícola Comum (PAC) [31, 32, 33].
No Alentejo, com a construção da barragem de Alqueva, abriram-se novas perspetivas agrícolas: as condições edafoclimáticas favoráveis, aliadas à ampla disponibilidade de terrenos agrícolas e ao acesso à rega, transformaram a região num pólo privilegiado para olivais intensivos e irrigados [22].

Figura 12 - Evolução da área de olival em Alqueva (ha) [22].
Nos últimos quinze anos verificou-se um crescimento notável da área dedicada ao olival, sobretudo no Baixo Alentejo, bem como a renovação dos olivais mais antigos [34].

Figura 13 - Imagens do Google Earth que mostra a conversão de uma área de culturas mistas e olivais tradicionais numa grande extensão de olival superintensivo a Sul de Portugal [22].
Valor económico dos olivais
Nos primeiros anos da década de 2000, Portugal produzia entre 200 000 e 300 000 toneladas de azeitona por ano, o que o deixava dependente de importações para suprir mais de metade do seu consumo de azeite. Duas décadas depois, com apenas um acréscimo de cerca de 10 % na área de olival, a produção nacional de azeite triplicou. A produtividade média passou de 500–600 kg de azeitona por hectare para mais de 2 400 kg/ha, resultando em colheitas anuais de 700 000 a 900 000 toneladas de azeitona e aproximando-se de 1 350 000 t em 2021 [35].
Em 2023, Portugal produziu cerca de 140 000 toneladas de azeite, o que representa um acréscimo de 30 % em relação à média registada na última década e ocupa, atualmente, o 5.º lugar no ranking mundial na produção de azeite [36].
Estes resultados devem-se à modernização dos sistemas de cultivo, que elevou significativamente a produtividade das explorações nacionais.
Para além da quantidade, destaca-se a qualidade: cerca de 95 % do azeite produzido pertence às categorias virgem e virgem extra, o que posiciona Portugal como maior produtor mundial desses azeites de excelência e reforça a sua reputação como referência olivícola a nível internacional [37].
Ameaças para os olivais intensivos e superintensivos
Os olivais intensivos e superintensivos, com elevada produtividade, são mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas [38] sendo que as projeções para o clima em Portugal indicam um aumento da temperatura média anual, uma maior frequência e intensidade de ondas de calor, uma redução na precipitação total e episódios mais recorrentes de chuvas e ventos fortes. Estas alterações podem agravar o surgimento de disfunções na fase de formação e floração das oliveiras, uma vez que estas etapas são especialmente vulneráveis ao stress térmico (altas e baixas temperaturas) e à seca [39].
Ameaças para a biodiversidade
A conversão de ecossistemas naturais em áreas de cultivo ou pastagem — impulsionada pela demanda de uma população humana cada vez maior e com mais recursos — é apontada como o principal responsável pela perda de biodiversidade terrestre nas últimas seis décadas. Atualmente, a agricultura figura como ameaça, direta ou indireta, para mais de metade das 37.480 espécies avaliadas como em risco de extinção [40].
A intensificação agrícola não só reduz habitats naturais, mas também causa contaminação por nitrogénio, fósforo e pesticidas, resultando na eutrofização de ambientes terrestres, de água doce e costeiros e em efeitos em cascata sobre a biodiversidade [41]. Para além disso, o recurso à produção intensiva conduz a operações de mobilização do solo demasiado intrusivas e frequentes, e até à ocupação de áreas ecologicamente relevantes [42]. As mobilizações do solo podem ser feitas com escarificadores (40 a 60 cm de profundidade) ou com recurso a subsoladores (tipo Yimpa): (60 a 90 cm de profundidade) [26].

Figura 14 - Formato das hastes do subsolador e aça oso subsolador no solo [26].

Figura 15 - Preparo do solo: escarificadores (40-60 cm de profundidade) ou subsoladores (60-90 cm de profundidade) [26].
A suscetibilidade à erosão aumenta, o que pode comprometer a fertilidade e causar outros impactos ambientais adversos [43].
Concluindo, podem considerar-se 3 fatores impulsionadores da perda de biodiversidade devido à intensificação agrícola, no qual se inserem os olivais de produção intensiva e superintensiva [33]:
-
Aumento do uso de produtos químicos (ex: fertilizantes, herbicidas e pesticidas);
-
Mecanização e especialização de culturas;
-
Homogeneização de paisagens agrícolas, levando à perda de diversidade paisagística.

Figura 16 - Impactos da agricultura intensiva [42].
Devido a estes fatores, há evidências científicas de que a intensificação dos olivais diminui tanto a abundância como a diversidade de invertebrados, como as formigas por exemplo [44], e provoca um empobrecimento da vegetação [45]. Por sua vez, as aves que utilizam os olivais como habitat também são afetadas, levando à perda de diversidade taxonómica e funcional, comprometendo o valor ecológico destes agrossistemas como refúgios de biodiversidade [31, 46].
Gestão e práticas agrícolas
Na última década, a necessidade do uso eficiente da água, de fertilizantes e de pesticidas agrícolas, obrigou à utilização de sensores e o recurso a técnicas inovadoras de monitorização do estado dos olivais. Impulsionadas pela “medida 7.5 – Uso eficiente da água”, do PDR2020, começou-se por utilizar sondas de medição do teor de humidade do solo como forma de controlar a necessidade de rega [35].
Mais recentemente, no Alentejo, começou a ganhar força a “Olivicultura de precisão”, que consiste em aplicar exatamente o volume de água, adubo ou pesticida necessário, apenas onde é preciso e no momento oportuno. Assim, reduzem-se os custos e o impacto ambiental, pois limita-se a aplicação ao estritamente indispensável. Este tipo de procedimento, tem sido impulsionado pela exigência de análises periódicas de solo, folha e água para acesso às ajudas ligadas a sistemas de produção sustentáveis — como a Produção Integrada. Assim, graças a essa informação, deixa-se de aplicar fertilização uniforme e passaram a ser definidos planos de adubação específicos para cada parcela [35].
A etapa mais recente da olivicultura de precisão baseia-se no uso de imagens de satélite (ex. Sentinel-2) e de drones multiespectrais para gerar mapas de NDVI, que realçam o vigor das oliveiras e permitem identificar, de forma rápida e económica, as áreas que precisam de água, nutrientes ou tratamentos fitossanitários [35].

Figura 17 - Exemplo de mapa NDVI gerado por um drone [35].
Quanto a outras orientações práticas para uma gestão de olivais mais sustentável e favorável à biodiversidade, segundo Santos, C. (2023), “a gestão adequada do solo, incluindo a preservação de áreas com coberturas arbórea e a redução da mobilização, pode ser fundamental para o sucesso da agricultura e a conservação dos recursos naturais em um contexto mais amplo de sustentabilidade ambiental.” Neste estudo, constatou-se que a “mobilização do solo afetou diretamente a perda de solo, com parcelas sujeitas a mobilização demonstrando maiores taxas de perda de solo em comparação com áreas não mobilizadas”. Para além disso, a mobilização do solo deve seguir as curvas de nível, sobretudo nas zonas de maior risco de erosão. Essa prática reduz o escoamento superficial, retém sedimentos e melhora a infiltração de água, preservando a estrutura do perfil e apoiando o enraizamento das oliveiras [48].
Com o objetivo de conservar o solo e evitar a erosão, é fundamental garantir a máxima infiltração de água no solo, evitando o escamento superficial. Para esse efeito é de extrema importância manter um coberto vegetal adequado, nomeadamente vegetação nas entrelinhas [47]. A cobertura vegetal não só protege o solo do impacto da chuva, como também :
-
Facilita uma maior infiltração de água no perfil do solo;
-
Preserva a rugosidade da superfície, retendo irregularidades que retardam o escoamento;
-
Diminui a velocidade das correntes superficiais, reduzindo a erosão;
-
Reforça a coesão mecânica entre os grãos de solo;
-
Atenua as variações microclimáticas nas camadas mais superficiais [47].
Um estudo realizado no âmbito do projeto LIFE “Olivares Vivos” (LIFE14 NAT/ES/001094) mostrou que o reforço da cobertura de vegetação – herbácea e lenhosa – eleva significativamente a abundância e a diversidade de aves nos olivais, com benefícios mensuráveis tanto à escala da exploração como no conjunto da paisagem. A sequência deste trabalho, no projeto LIFE “Olivares Vivos+ (LIFE20 NAT/ES/001487), comprovou que conservar e ampliar faixas de vegetação periférica potencia ainda mais os corredores de mobilidade e as zonas de nidificação, pelo que as estratégias de conservação devem estender-se para além da linha de cultivo até à área circundante e à paisagem mais ampla [49].
Estas orientações são vitais para que agricultores, gestores e demais interessados locais adotem medidas que alinhem a agricultura moderna com a preservação da vida selvagem.
A par da degradação dos recursos naturais, surge também o desafio das alterações climáticas e da crescente vulnerabilidade dos ecossistemas, exigindo respostas urgentes de adaptação e mitigação [50].
Neste sentido, a União Europeia desenvolveu o Pacto Ecológico Europeu o objetivo de tornar a economia mais sustentável e atingir neutralidade carbónica até 2050.
Com o intuito de garantir que Portugal contribua efetivamente para as metas climáticas e de biodiversidade da EU, a Agenda de Inovação Portuguesa para a Agricultura 2020-2030 propõe-se a concretizar os princípios do Pacto Ecológico ao promover sistemas de produção sustentável que reduzem emissões e conservam solo e água, fomentar inovação digital (agricultura 4.0) para otimizar recursos e minimizar impactos ambientais e integrar a “Farm to Fork” na cadeia de valor, reforçando segurança alimentar e bem-estar [42].
Bibliografia
[1] Besnard, G., Khadari, B., Navascués, M., Fernández-Mazuecos, M., El Bakkali, A., Arrigo, N., Baali-Cherif, D., Brunini-Bronzini de Caraffa, V., Santoni, S., Vargas, P., & Savolainen, V. (2013). The complex history of the olive tree: From late Quaternary diversification of Mediterranean lineages to primary domestication in the northern Levant [A história complexa da oliveira: da diversificação das linhagens mediterrânicas no Quaternário tardio à domesticação primária no Levante setentrional]. Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 280(1756), 20122833. https://doi.org/10.1098/rspb.2012.2833. ISSN 0962-8452 / 1471-2954
[2] Florestas.pt. (2020). Oliveira: uma “velha” mediterrânica, com milénios de cultivo. Recuperado em 8 de setembro de 2025, de https://florestas.pt/conhecer/oliveira-uma-velha-mediterranica-com-milenios-de-cultivo/
[3] Forest Time. (2018). A cultura de olival – Entre tradição milenar e modernidade. Recuperado em 8 de setembro de 2025, de https://www.the-forest-time.com/pt/guides-des-pays-et-regions/portugal/a-cultura-de-olival-entre-tradicao-milenar-e-modernidade-261139644
[4] Ferreira, D. B. (2010). O olival em Modo de Produção Biológico: Custos e rendimentos [Dissertação de mestrado, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa].
[5] Morgado, R. M. C. (2022). Do tradicional ao superintensivo: motores e impactos da intensificação da olivicultura na biodiversidade [Tese de doutoramento, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa]. Repositório da Universidade de Lisboa. https://repositorio.ulisboa.pt/handle/10400.5/27582
[6] Livita+. (s.d.). Diferença entre olival tradicional, intensivo e superintensivo. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://livitaplus.com/oliveto-tradizionale-superintensivo/o e superintensivo - Livita+
[7] Silveira, C., Almeida, A., & Ribeiro, A. (2022). Inovação tecnológica na gestão do olival tradicional: avanços e oportunidades para a região nordeste de Portugal. Water, 14, 4081. https://doi.org/10.3390/w14244081
[8] Carapeto, A., Pereira, P., & Porto, M. (2021). Guia da flora de Portugal Continental (1.ª ed.). Sociedade Portuguesa de Botânica. ISBN 978-972-27-2880-5.
[9] Pinto, L., Cabral, R., & Gonçalves, J. M. (2016). Olival tradicional: situação e perspetivas (Artigo Técnico VT107). Revista Vida Rural, (107).
[10] Reis, P., Coelho, I. S., & Machado, D. (2016). Olivais tradicionais – espaços multifuncionais. Revista Vida Rural, (107), 36–39.
[11] Big Horn Olive Oil. (2024). 5 ways olive groves boost biodiversity [5 formas como os olivais aumentam a biodiversidade]. Big Horn Olive Oil. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://bhooc.com/blogs/articles/5-ways-olive-groves-boost-biodiversity
[12] Agroportal. (2020). Olivais tradicionais do Baixo Alentejo – um habitat único a conservar. Recuperado em 8 de setembro, de https://www.agroportal.pt/olivais-tradicionais-do-baixo-alentejo-um-habitat-unico-a-conservar/
[13] García-Navas, V., Tarifa, R., Salido, T., González-Robles, A., López-Orta, A., Valera, F., & Rey, P. J. (2025). Olive groves that give wings to biodiversity [Olivais que dão asas à biodiversidade]. People and Nature. https://doi.org/10.1002/pan3.70032. ISSN: 2575-8314
[14] Ventura, R., Raposo, M., Meireles, C., & Pinto-Gomes, C. (2019). A importância dos olivais tradicionais na conservação e valorização da biodiversidade. Em XIII International Seminar Management and Biodiversity Conservation. Landscape, vegetation and climate change (pp. 92-93). Vale do Lobo, Loulé. ISBN: 978-83-65621-57-3
[15] Patanita, M. I., Tomaz, A., & Patanita, M. (2021). Olivicultura – O desafio da sustentabilidade / Olive growing – The challenge of sustainability. Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Beja; GeoBioTec – GeoBioSciences, GeoTechnologies and GeoEngineering, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade NOVA de Lisboa.
[16] CREA – Consiglio per la ricerca in agricoltura e l'analisi dell'economia agraria. (s.d.). Climate change and the new challenges for olive growing [Mudanças climáticas e os novos desafios para a olivicultura]. Oleario – CREA. Financiado pelo FEASR, Rete Rurale Nazionale 2014-2020. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://oleario.crea.gov.it/en/climate-change-and-the-new-challenges-for-olive-growing/
[17] Wikifarmer – Editorial team. (2025, 20 de fevereiro). Safeguarding the future of olive groves: Overcoming modern challenges [Salvaguardar o futuro dos olivais: Superar os desafios modernos]. Wikifarmer. Recuperado em 9 de setembro de 2025, em https://wikifarmer.com/library/en/article/olive-groves-challenges/
[18] Uy, A. (2025). The Silent Death of the Olive Trees: The Bacterial Disease Destroying Europe’s Olive Groves [A morte silenciosa dos olivais: a doença bacteriana que destrói os olivais da Europa]. Discover Wild Science. Recuperado em 9 de setembro de 2025, em https://discoverwildscience.com/the-silent-death-of-the-olive-trees-the-bacterial-disease-destroying-europes-olive-groves-2-286800/
[19] Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. (2013). Abate de olival tradicional no Ribatejo revela desprezo pela conservação e valorização – Quercus defende a proteção do olival tradicional. Recuperado em 9 de setembro de 2025, em https://quercus.pt/2021/03/abate-de-olival-tradicional-no-ribatejo-revela-desprezo-pela-conservacao-e-valorizacao-quercus-defende-a-protecao-do-olival-tradicional/
[20] Matos, M. (2014). As oliviculturas nacionais: Uma nova realidade em Portugal. In Olival Tradicional: Contextos, Realidades e Sustentabilidade (pp. 47–53). Serpa: Rota do Guadiana, Eda.
[21] Barroso, J. M., Peças, J. O., Dias, A. B., Pinheiro, A., & Peixe. (2013). Evolução tecnológica em olivicultura. Em O grande livro da oliveira e do azeite (pp. 78-167).
[22] EDIA, DGADR, DGAV, DRAP Alentejo, & INIAV. (2020). Olival em Alqueva: A sustentabilidade desejada. Caracterização e perspetivas. Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva.
[23] Toscano, J. M. C. P. (2020). Projeto e instalação de um sistema de rega localizada por gota-a-gota numa cultura de olival superintensivo [Dissertação de mestrado, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa]. Repositório da Universidade de Lisboa. http://hdl.handle.net/10400.5/21531
[24] Mateus, C., et al. (Eds.). (2014). Olival tradicional: contextos, realidades e sustentabilidade. Serpa: Rota do Guadiana – Associação de Desenvolvimento Integrado.
[25] Rallo, L. (2007). La olivicultura en tiempos de cambio [A olivicultura em tempo de mudança]. Revista de Ciências Agrárias, 30(1), 14–21. ISSN: 0871-018X
[26] Queiroga, V. de P., Gomes, J. P., Queiroz, A. J. de M., Mendes, N. V. B., Figueirêdo, R. M. F. de, Lima, D. de C., & Albuquerque, E. M. B. de (Eds.). (2022). Tecnologias utilizadas no cultivo em sebe da oliveira (Olea europaea L.) mecanizada (1ª ed.). Campina Grande, PB: Associação da Revista Eletrônica A Barriguda – AREPB. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://www.researchgate.net/publication/362906509. ISBN 978-65-87070-25-4
[27] Todolivo. (2020). Olival em sebe. Recuperado em 8 de setembro, de https://www.todolivo.com/pt-pt/
[28] Agromillora Iberia. (2020). Cultivos de olival superintensivo. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://ibe.agromillora.com
[29] FAO. (2021). FAOSTAT: Dados alimentares e agrícolas – 2019. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de http://www.fao.org/faostat/en/#home
[30] Neves, B., & Pires, I. M. (2018). The Mediterranean diet and the increasing demand of the olive oil sector: Shifts and environmental consequences [A dieta mediterrânica e o aumento da procura do setor do azeite: mudanças e consequências ambientais]. REGION: The Journal of the European Regional Science Association, 5(1), 101–112. https://doi.org/10.18335/region.v5i1.219. ISSN: 2409-5370
[31] Morgado, R., Santana, J., Porto, M., Sánchez-Oliver, J. S., Reino, L., Herrera, J. M., Rego, F., Beja, P., & Moreira, F. (2020). A silent spring in the Mediterranean? Effects of olive farming intensification on breeding bird communities [Uma primavera silenciosa no Mediterrâneo? Os efeitos da intensificação da olivicultura nas comunidades de aves reprodutoras]. Agriculture, Ecosystems & Environment, 288, 106694. https://doi.org/10.1016/j.agee.2019.106694. ISSN: 0167-8809
[32] Rodríguez Sousa, A. A., Barandica, J. M., Aguilera, P. A., & Rescia, A. J. (2020). Examining potential environmental consequences of climate change and other drivers on the sustainability of Spanish olive groves in a socio-ecological framework [Examinando as potenciais consequências ambientais das alterações climáticas e de outros fatores de pressão sobre a sustentabilidade dos olivais espanhóis numa abordagem socioecológica]. Agriculture, 10(11), 509. https://doi.org/10.3390/agriculture10110509. ISSN: 2077-0472
[33] Emmerson, M., Morales, M. B., Oñate, J. J., Batáry, P., Berendse, F., Liira, J., Aavik, T., Guerrero, I., Bommarco, R., Eggers, S., Pärt, T., Tscharntke, T., Weisser, W., Clement, L., & Bengtsson, J. (2016). How agricultural intensification affects biodiversity and ecosystem services [Como a intensificação agrícola afeta a biodiversidade e os serviços ecossistémicos]. In A. J. Dumbrell, R. L. Kordas, & G. Woodward (Eds.), Advances in Ecological Research: Large-scale ecology: Model systems to global perspectives (Vol. 55, pp. 43–97). Academic Press. https://doi.org/10.1016/bs.aecr.2016.08.005. ISSN: 0065-2504
[34] Seabra, A. M. S. C. (2018). Rentabilidade do olival regado no Alentejo [Dissertação de mestrado, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa]. Repositório da Universidade de Lisboa. http://hdl.handle.net/10400.5/16504
[35] Mondragão-Rodrigues, F. (2024). Olivicultura de precisão – estado atual e perspetivas futuras. Revista Voz do Campo. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://vozdocampo.pt/arquivo/21496
[36] COMPETE2030. (2023). Portugal destaca-se como quinto maior produtor mundial de azeite. https://compete2030.gov.pt/comunicacao/portugal-destaca-se-como-quinto-maior-produtor-mundial-de-azeite/
[37] CONSULAI & Juan Vilar Consultores Estratégicos. (2019). Alentejo: A liderar a olivicultura moderna internacional [Relatório final]. Associação de Olivicultores do Sul – Olivum. Apresentado na VI Jornadas Olivum, Beja, 2019. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://www.olivumsul.com/_files/ugd/a303d9_5993f29b65054e46a54accff8c90cf7f.pdf
[38] Guerrero-Casado, J., Carpio, A. J., Tortosa, F. S., & Villanueva, A. J. (2021). Environmental challenges of intensive woody crops: The case of super-intensive olive groves [Desafios ambientais das culturas lenhosas intensivas: o caso dos olivais superintensivos]. Science of the Total Environment, 798, 149212. https://doi.org/10.1016/j.scitotenv.2021.149212. ISSN 0048-9697
[39] Cordeiro, A. M., & Inês, C. S. F. (2016, julho). Recursos genéticos da oliveira e a sua preservação no contexto das alterações climáticas. Vida Rural, 6–9. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://www.vidarural.pt/wp-content/uploads/sites/5/2016/07/artigo-completo-aqui..pdf. ISSN: 0873-7724
[40] The Royal Society. (2021). Preserving global biodiversity requires rapid agricultural improvements [Preservar a biodiversidade global exige melhorias rápidas na agricultura]. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://royalsociety.org/news-resources/projects/biodiversity/preserving-global-biodiversity-agricultural-improvements/
[41] IUCN. (2025). The IUCN Red List of Threatened Species: 169,420 species assessed, 47,187 threatened [A Lista Vermelha da IUCN das Espécies Ameaçadas: 169 420 espécies avaliadas, 47 187 ameaçadas]. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://www.iucnredlist.org/about
[42] IUCN. (2016). Comprehensive species assessment: 68.5% affected by biological resource use, agriculture and aquaculture [Ameaças às espécies avaliadas de forma abrangente: 68,5% afetadas pelo uso de recursos biológicos, agricultura e aquacultura]. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://iucn.org/sites/default/files/2023-08/iucn-red-list-and-invasive-alien-species.pdf
[43] Morgado, R. M. C. (2022). Do tradicional ao super-intensivo: drivers and biodiversity impacts of olive farming intensification [Tese de doutoramento, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa]. Repositório da Universidade de Lisboa. http://hdl.handle.net/10400.5/27582. https://doi.org/10.13140/RG.2.2.16358.29769)
[44] EDIA & DGADR. (2020). Guia de boas práticas agroambientais: Blocos de rega do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva. Recuperado em 9 de setembro de 2025, de https://www.edia.pt/wp-content/uploads/2020/12/GuiaBP_online.pdf
[45] Arrobas, M., Parreira, M. C., Rodrigues, M. A., & Macedo, J. (2011). The effect of organic amendments on the nutrition and yield of olive trees under rainfed conditions [O efeito de emendas orgânicas na nutrição da oliveira em condições de sequeiro]. Spanish Journal of Agricultural Research, 9(3), 768–776. https://doi.org/10.5424/sjar/20110903-444-1.
ISSN: 1695-971X
[46] Zumeaga, H., Azcárate, F. M., Concepción, E. D., Hevia, V., & Díaz, M. (2017). Efeitos da paisagem e do esquema agroambiental nas comunidades de formigas em terras de cultivo de cereais da Espanha Central. Ecological Indicators, 79, 128–138. https://doi.org/10.1016/j.ecolind.2017.03.055. ISSN: 1470-160X
[47] Tarifa, R., Martínez-Núñez, C., Valera, F., González-Varo, J. P., Salido, T., & Rey, P. J. (2021). Agricultural intensification erodes taxonomic and functional diversity in Mediterranean olive groves by filtering out rare species [A intensificação agrícola corrói a diversidade taxonómica e funcional em olivais mediterrânicos ao filtrar espécies raras]. Journal of Applied Ecology, 58(10), 2266–2276. https://doi.org/10.1111/1365-2664.13970.
ISSN: 0021-8901 / 1365-2664
[48] Pérez, C., Acebes, P., Franco, L., Llusia, D., & Morales, M. B. (2023). Olive grove intensification negatively affects wintering bird communities in Central Spain [A intensificação dos olivais afeta negativamente as comunidades de aves invernantes na Espanha Central]. Basic and Applied Ecology, 70, 27–37. https://doi.org/10.1016/j.baae.2022.11.006. ISSN: 1439-1791
[49] Santos, C. C. P. (2023). Propriedades e processos físicos do solo em olival: efeitos da vegetação herbácea na entrelinha [Dissertação de mestrado, Instituto Politécnico de Bragança – Escola Superior Agrária de Bragança]. Repositório Científico do IPB. http://hdl.handle.net/10198/29954
[50] Alcobia, M. D., & Ribeiro, J. R. (2001). Manual do olival em agricultura biológica. Agrobio. ISBN 972-98784-1-2
[51] García-Navas, V., Tarifa, R., Salido, T., González-Robles, A., López-Orta, A., Valera, F., & Rey, P. J. (2025). Threshold responses of birds to agricultural intensification in Mediterranean olive groves [Respostas limiares das aves à intensificação agrícola em olivais mediterrânicos]. Ecological Applications, 35(5), e70057. https://doi.org/10.1002/eap.70057. ISSN: 1051-0761 / 1939-5582
